Nickelback no Festival Itaipava de Som a Sol: a banda prova sua qualidade musical no palco do Ginásio do Ibirapuera.

Nickelback retorna à São Paulo, com a turnê do seu último álbum “Feed The Machine”.

Na primeira semana do mês, Nickelback foi uma das atrações do Festival Itaipava de Som a Sol. O show aconteceu dia 4 de outubro no Ginásio do Ibirapuera. A banda trouxe a turnê do seu último álbum “Feed The Machine”, lançado em 2017, e claro que não deixou seus grandes clássicos de fora do setlist.

Apesar da fama se ser uma banda ruim, o Nickelback carrega um numero considerável de fãs. A geração nascida nos anos 90 marcou presença no Ginásio do Ibirapuera na última quarta-feira. Mas ainda sobraram alguns ingressos.

Foi um show com tudo o que se tem direito: solos de guitarra, gritos histéricos, fãs no palco, flash mob da platéia com plaquinhas, os integrantes tentando falar português e uma sonoridade impecável da banda.

Porém, a minha experiência foi um pouco fora do esperado. Vou contar os detalhes pra você.

Minha relação com o Nickelback

Por mais que todo mundo fale mal do Nickelback, eu duvido que você não saiba cantar alguma música deles. Eles são aquele tipo de banda que ninguém escuta mas todo mundo conhece. Se você também nasceu nos anos 90 e assistia a batalha de clipes na MTV, você lembra do clipe de “Photograph”.

Pelo menos eu lembro porque achava muito triste a cena do carro batendo kkk. Sim, eu gosto das músicas mais melodramáticas do Nickelback. Amei o duo com a Avril em “Let Me Go”(uma pena o casamento acabar) e também ouvir por semanas no repeat o álbum “Feed The Machine”.

Ou seja, deu pra notar que Nickelback faz parte do meu hall de bandas que eu queria muito ver ao vivo. Infelizmente não consegui ir no show em São Paulo, há 7 anos atrás. Então, eu aguardava o retorno da banda ansiosamente.

Quando anunciaram o Nickelback como uma das atrações do Rock in Rio eu desejei muito que eles também se apresentassem em São Paulo. Foi um alívio quando surgiu o Itaipava de Som a Sol! Comprei o ingresso no setor cadeira superior, que aparentemente tinha uma visão boa do palco, e era o cabia no orçamento.

Dia 4 de outubro – Ginásio do Ibirapuera

Se eu pudesse voltar no tempo e me avisar que o lugar que comprei era ruim, eu faria isso. Eu teria dito: “faz logo essa dívida que você não vai se arrepender depois.” 

As cadeiras do Ginásio do Ibirapuera, eram lugares marcados, igual cinema. Eu nunca tinha assistido show lá, não fazia ideia de como era o palco, mas pelo mapa de assentos o meu lugar era ok. Mas na realidade não. Nossa, como fiquei frustrada antes do show começar!

Da forma como foi montada a estrutura do palco, minha visão ficou prejudicada. Eu fiquei com uma visão parcial da lateral do palco. As estruturas das caixas de som, cordas, e iluminação, impediam uma visão clara dos integrantes da banda. O foco de luz dava bem na minha cara, fazendo sombra na banda. Eu só enxergava o Chad quando ele ia pra perto do telão no fundo do palco.

Eu também não enxergava totalmente o telão central onde passavam vários vídeos durante as músicas. Por causa do telão lateral que ficava um pouco mais à frente, só mostrando os integrantes.

Fiquei tão desanimada que assisti o show inteiro sentada. Mas claro que quando começavam as minhas favoritas eu soltava uns gritos histéricos e cantava igual uma doida. Uma doida sentada.

O show

Apesar da minha frustração em relação à estrutura do palco (porque quem tava na pista ou na cadeira inferior teve uma visão bem melhor que a minha), o Nickelback fez uma apresentação muito competente. Só erraram feio em chamar duas fãs para o palco em “Rockstar”. Mas deixa eu contar sobre o show do começo, eu já chego nessa parte.

A apresentação começou pontualmente 21h30, com a a música que leve o nome do álbum e da turnê: “Feed The Machine”. Nesse momento eu já fiquei impressionada como a banda consegue reproduzir literalmente a mesma sonoridade da gravação. O instrumental é impecável e a voz do vocalista Chad Kroeger imutável.

Logo no começo já tocaram “Photograph” e eu histérica vivendo meu momento tão esperado! Em seguida, emendaram com “Far Away” e nos primeiros acordes eu dei aquele grito agudo AAAAAAAAAAAAAAAAA! Eu queria ter ficado mais próximo, Nickelback é uma banda pra casa de show pequena. Do tipo intimista apesar de ser rock ‘n roll.

Em “Lullaby”, o público levantou plaquinhas (que eu não lembro o que tava escrito porque eu nem enxerguei, desculpa!). Aí veio “Rockstar”.

Na introdução de “Rockstar”, enquanto Chad interagia com o público ele notou duas irmãs gêmeas na platéia e falou: “Vocês são gêmeas? Eu achei gêmeas! Subam aqui no palco!”. As irmãs estavam eufóricas! E não era pra menos, porém a agitação delas estragou completamente um dos maiores hits da banda e um dos momentos mais esperados pelos fãs!

Elas não sabiam a letra, só cantavam com um inglês bem mal falado o refrão óbvio “I wanna be a rockstar”. Foi o pior momento da apresentação do Nickelback.

O clássico “How You Remind Me” encantou o público e depois daquela pausa clássica, o Nickelback finalizou o show com “Burn It To The Ground”.

Pra quem teve uma visão clara da banda, o show deve ter sido incrível! Os integrantes do Nickelback são super simpáticos. O guitarrista Ryan Peake aprendeu a brindar falando “saúde” com os fãs e houve muita troca com a platéia.

O frontman Chad Kroeger fazia uma breve introdução em cada música. Hoje em dia, as bandas interagem com o público  sempre com um “cantem comigo, agora vocês, batam palmas!” Foi diferenciado, bem anos 90 como disse um amigo meu.

Setlist
  1. Feed the Machine
  2. Hangnail
  3. Photograph
  4. Far Away
  5. Hero
  6. Figured You Out
  7. Someday
  8. Lullaby
  9. Animals
  10. When We Stand Together
  11. Rockstar
  12. This Afternoon
  13. Million Miles an Hour
  14. How You Remind Me
  15. Gotta Be Somebody
  16. Burn It to the Ground

Itaipava de Som a Sol

O Festival Itaipava de Som a Sol foi composto por 5 shows no Ginásio do Ibirapuera, aproveitando a passagem de alguns nomes pelo Rock in Rio. Se apresentaram Weezer (26/09), Dave Matthews Band (27/09), Seal (28/09), Nickelback (03/10) e Black Eyed Peas (04/10).

Do lado de fora do Ginásio do Ibirapuera, tinham algumas ações de marca. No stand da TNT Energy Drink a gente podia pintar um painel. A Itaipava tinha um letreiro da marca pra gente deixar nossa marca (eu escrevi o nome do Diário de Shows!) além de um bar onde tinha o copo comemorativo do show.

A Prevent Senior realizou um quiz, onde a gente tinha que descobrir qual banda presente no festival estava tocando no fone e ganhávamos um powerbank ou um fone de ouvido (ganhei os dois porque meu amigo me deu o powerbank). A Radio Rock 89fm disponibilizou um fotógrafo pra gente registrar o momento. E tinha também um Karaokê para os fãs, além dos food trucks.

O que eu achei interessante é que todas essas ações estavam aberta ao público geral. Para ter acesso a tudo isso não foi necessário entrar no show mostrando o ingresso. Qualquer um que quisesse entrar e participar, conseguia. Só era necessário mostrar o ingresso no acesso ao Ginásio.

Eu achei o festival Itaipava de Som a Sol bem organizado. A proposta é super legal. Realmente só fiquei frustada com a minha localização em relação ao palco, não havia a informação de visão parcial no momento da compra do ingresso.

Considerações finais

Minha única sugestão, caso o festival Itaipava de Som a Sol se consolide em São Paulo, é a opção de um ingresso estilo pass para todos os dias. Eu gostaria de ter assistido toda a programação, mas ficaria inviável financeiramente. Apesar do evento levar o nome de festival, o valor dos ingressos foram de shows únicos. E realmente eram shows únicos sem nem banda de abertura.

Espero que o Nickelback volte em breve, assim como um dos guitarrista deixou escapar durante o bate-papo com o público.

Essa foi a minha experiência no show do Nickelback no Festival Itaipava de Som a Sol, espero que tenham gostado. Um beijo, a gente se vê no próximo show!

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